BNDES tem lucro líquido de R$ 4,43 bilhões
A revisão da projeção para risco de crédito teve impacto positivo de R$ 1,24 bilhão no balanço do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e foi o principal impulso para que a instituição registrasse lucro líquido de R$ 4,43 bilhões no primeiro semestre do ano, nível recorde na história do banco.
Do total de R$ 1,24 bilhão, o depósito de dividendos pagos por ações da Cemig e arrestados na Justiça pelo banco rendeu R$ 424 milhões e o restante foi fruto de outras recuperações de crédito, o que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ao anunciar os números do balanço da instituição, classificou de "grande novidade". As ações da Cemig foram dadas como garantia ao banco de uma dívida de cerca de US$ 1 bilhão da SEB (Southern Electric Brasil), ainda relativa ao crédito concedido para aquisição de participação na empresa de energia.
A diferença gerada pela recuperação dos dividendos pode ser exemplificada ao se analisar a média de provisões entre 2002 e 2006, que foi negativa em R$ 1,2 bilhão. Desde o ano passado o valor passou a ser positivo, mas no primeiro semestre deste ano foi 256,57% superior aos R$ 350 milhões conseguidos nos primeiros seis meses de 2006.
A maior contribuição individual para o lucro recorde veio da receita com operações de crédito, que fecharam o semestre positivas em R$ 6,681 bilhões, acima dos R$ 5,99 bilhões de igual período do ano passado. O resultado com participações societárias rendeu expressivos R$ 2,259 bilhões, abaixo dos R$ 2,58 bilhões do primeiro semestre de 2006. As despesas com empréstimos caíram para R$ 5,074 bilhões, contra R$ 6,182 bilhões entre janeiro e junho do ano passado. Outro dado citado por Coutinho foi o relativo à qualidade da carteira de crédito do banco em 30 de junho.
Do total de R$ 149,5 bilhões, 96,8% estão nas categorias de clientes com rating de "AA" a "C", contra média de 90,9% do Sistema Financeiro Nacional. Apenas 1,4% do total de empréstimos situa-se no risco "H", o pior do mercado, contra média de 3,4% do setor financeiro brasileiro. "Sabemos que o grau de risco dificilmente cairá, mas estamos confortáveis para aumentar um pouco o nível de risco", revelou o presidente do BNDES.
O executivo do banco fez questão de frisar que a atual crise dos mercados de capitais mundiais não vai afetar os resultados da instituição de fomento. Para Coutinho, a expectativa é de que a turbulência arrefeça nos próximos meses. "O momento do mercado é de volatilidade, mas acredito que haverá a retomada, inclusive com a volta de IPOs", afirmou.(Valor Econômico)
Do total de R$ 1,24 bilhão, o depósito de dividendos pagos por ações da Cemig e arrestados na Justiça pelo banco rendeu R$ 424 milhões e o restante foi fruto de outras recuperações de crédito, o que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ao anunciar os números do balanço da instituição, classificou de "grande novidade". As ações da Cemig foram dadas como garantia ao banco de uma dívida de cerca de US$ 1 bilhão da SEB (Southern Electric Brasil), ainda relativa ao crédito concedido para aquisição de participação na empresa de energia.
A diferença gerada pela recuperação dos dividendos pode ser exemplificada ao se analisar a média de provisões entre 2002 e 2006, que foi negativa em R$ 1,2 bilhão. Desde o ano passado o valor passou a ser positivo, mas no primeiro semestre deste ano foi 256,57% superior aos R$ 350 milhões conseguidos nos primeiros seis meses de 2006.
A maior contribuição individual para o lucro recorde veio da receita com operações de crédito, que fecharam o semestre positivas em R$ 6,681 bilhões, acima dos R$ 5,99 bilhões de igual período do ano passado. O resultado com participações societárias rendeu expressivos R$ 2,259 bilhões, abaixo dos R$ 2,58 bilhões do primeiro semestre de 2006. As despesas com empréstimos caíram para R$ 5,074 bilhões, contra R$ 6,182 bilhões entre janeiro e junho do ano passado. Outro dado citado por Coutinho foi o relativo à qualidade da carteira de crédito do banco em 30 de junho.
Do total de R$ 149,5 bilhões, 96,8% estão nas categorias de clientes com rating de "AA" a "C", contra média de 90,9% do Sistema Financeiro Nacional. Apenas 1,4% do total de empréstimos situa-se no risco "H", o pior do mercado, contra média de 3,4% do setor financeiro brasileiro. "Sabemos que o grau de risco dificilmente cairá, mas estamos confortáveis para aumentar um pouco o nível de risco", revelou o presidente do BNDES.
O executivo do banco fez questão de frisar que a atual crise dos mercados de capitais mundiais não vai afetar os resultados da instituição de fomento. Para Coutinho, a expectativa é de que a turbulência arrefeça nos próximos meses. "O momento do mercado é de volatilidade, mas acredito que haverá a retomada, inclusive com a volta de IPOs", afirmou.(Valor Econômico)
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