Congresso promove novo festival de cargos públicos

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Uma série de absurdos pode levar centenas de milhares de funcionários a fazer parte da folha permanente de pagamentos da União, Estados e municípios. Patrocinadas por deputados tucanos e do Partido Socialista Brasileiro, as iniciativas a caminho de votação no Congresso - duas propostas de emenda constitucional - têm como fachada a correção de injustiças, mas, como sempre, escondem privilégios e mostram o desprezo habitual para com a coisa pública e o contribuinte.

A história começou com a incorporação de 60 mil servidores "temporários" que já haviam sido barrados pela Constituição de 1988, que, na época, eram provisórios há quase cinco anos. Depreende-se daí que a atual contratação é inconstitucional, mas sempre vale a pena tentar. Depois o tucano paraense Zenaldo Coutinho estendeu a idéia da contratação a todos os temporários de todos os níveis de governo. Coube a Gonzaga Patriota (PSB-PE) aproveitar a ocasião e incluir uma aberração - todo funcionário concursado para um cargo poderia ser efetivado em outro para o qual tivesse sido requisitado, após três anos. Estima-se em 20 mil o número de apaniguados. A soma de tudo isso fica entre 260 mil e 300 mil cargos, em um cálculo teórico..